Tarde fria de inverno, a noite se aproximava rápido, as luzes acendendo, pessoas com pressa. Eu também deveria, mas me recordo da casa vazia, não tenho mais o conforto do seu abraço, nem sua pergunta de como foi meu dia.
A chave já está na fechadura, ainda assim hesito, penso em sair quem sabe encontrar alguém, fugir da solidão que me espera. Entro, olho ao meu redor e converso com você. Vejo imagens de um tempo que não existe mais. Crio diálogos com uma imagem, um fantasma que assombra minha mente.
Não estou mais sozinha, jantamos, tomamos uma taça de vinho, rimos...
Mas no momento exato em que me deito, a realidade chega. Aquela imagem ao meu lado na cama, não tem seu calor, não me beija, não me ama. Você está na minha mente, decorei seus movimentos, jeitos e sorriso, mas o vazio continua, por mais que eu insista em imaginar-te.
Minhas lágrimas embalam meu sono. Sonho com um tempo passado, estamos felizes, juntos. Acordo, você não está no seu lugar, procuro pela casa, grito seu nome, choro.
O rádio desperta e por ironia do destino está tocando nossa música, mais um dia começa, mas um dia sem você.
Vou trabalhar, na esperança de voltar à noite e encontrar as luzes acesas, música tocando e você me esperando. Quem sabe um dia...
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